GREVISTAS NÃO QUEREM ACEITAR PROPOSTA QUE ATENDA APENAS A UMA PARTE DA CATEGORIA
No placar da votação, os ministros Eliana Calmon, Castro Meira, Humberto Martins, Herman Benjamin e Mauro Campbell votaram a favor do pleito dos servidores. Já os ministros Luiz Fux e Hamilton Carvalhido, votaram junto com o ministro Benedito Gonçalves, que no dia 30 de abril, expediu liminar considerando ilegal a greve do setor. O governo não cogita o aumento salarial da categoria, mas garante que está aberto à negociação das carreiras. No entanto, segundo Jonas Côrrea, a proposta apresentada até agora pelo Ministério do Planejamento foi “rechaçada” pela assembleia. “É um rebaixamento do que a gente tem hoje. Não podemos aceitar uma proposta que só atenda a uma parte dos servidores”, disse. Para evitar a paralisação nacional, os servidores do Incra, por exemplo, buscam a garantia do governo em negociar tratamento isonômico, ajustes entre as carreiras e uma proposta concreta. A SRH do Mpog informou que o ambiente para negociar se torna propício. E que vai buscar apresentar proposta concreta para os servidores do Incra em reunião na próxima terça-feira.
SERVIDORES DA ÁREA AMBIENTAL ESTÃO EM COMPASSO DE ESPERA PARA RETORNAR AO TRABALHO
O sentimento de indefinição tem tomado conta dos servidores da área ambiental, em greve desde o dia 7 de abril. É que eles ainda não definiram como será volta ao trabalho de funcionários ligados ao licenciamento e à fiscalização, determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Por 5 votos contra 3 os ministros decidiram que a greve não é ilegal ou abusiva, mas ordenaram o retorno de atividades essenciais. O presidente da Associação dos Servidores do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Asibama), Jonas Corrêa, garante que os advogados dos servidores estão batendo ponto no STJ para entender a decisão judicial. “Não ficou claro se todos os servidores do licenciamento e da fiscalização terão que voltar ou se só um percentual. Se forem todos, entendemos que fere o direito de greve”, disse Corrêa. Após o esclarecimento, o comando de greve deverá realizar assembleia ainda hoje para discutir o retorno de parte dos servidores. Em todo o País, mais de quatro mil servidores do Ibama, do Ministério do Meio Ambiente, do Instituto Chico Mendes e do Serviço Florestal Brasileiro aderiram à paralisação. A principal reivindicação é o cumprimento de um acordo feito com o governo em 2008. No acordo, os servidores receberam um reajuste que foi parcelado em três vezes – julho de 2008, de 2009 e de 2010, mas o governo não encaminhou a proposta de reestruturação da carreira ao Congresso Nacional.


